QUANDO COMEÇA A VIDA parte I

Nosso BLOG tem por tema principal o desenvolvimento da vida, contudo, não podemos falar em desenvolvimento da vida sem antes discorrer um pouco sobre alguns conceitos.

As primeiras estruturas biológicas
Se supõe que a vida teve que ser originada no oceano. No princípio, a atmosfera não continha o oxigênio tão indispensável atualmente para a vida e, estava formada por anidrido carbônico, nitrogênio, vapor de água, amoníaco e gases sulfúreos.

Puderam desenvolver-se, em tais condições, estruturas biológicas não dependentes do oxigênio, como as atuais?



Cuidado ao negar tal possibilidade. Teoricamente, tal evento é possível, e ninguém nos pode assegurar que em qualquer planeta dos bilhões e bilhões existentes não exista precisamente vida em formas biológicas completamente diversas das nossas.
As nuvens da atmosfera primitiva eram carregadas de eletricidade, igualmente ao que sucede com as nuvens atuais, mas eram produzidas tormentas apocalípticas, com violentíssimas descargas elétricas. Pois bem, supõe-se que estas descargas, em união com as radiações solares e as reações químicas em ato nas quentes águas oceânicas, produziram as primeiras complexas moléculas orgânicas.



O experimento de Miller
Não faz muitos anos, em 1952, um estudante norte-americano, Sranley Lloyd Miller, idealizou e realizou a seguinte experiência:

Em um conjunto de balões e tubos de vidros interligados colocou os gases que se supõe, segundo Oparin, constituírem a atmosfera há 3,5 bilhões de anos (metano, amônia, hidrogênio e vapor d’água). Em seguida provocou descargas elétricas. E depois de deixar repousar algum tempo, o estudante Miller teve a agradabilíssima surpresa de comprovar que no fundo de seu instrumento, chamada de armadilha, haviam sido depositadas grandes quantidades de aminoácidos. Ou seja, com um método muito simples, Miller havia sintetizado substâncias orgânicas, como a glicina e a alanina, do tipo também presente nos tecidos viventes. P.H. Abelson insistiu no caminho de Miller e além de descargas elétricas ensaiou também com raios ultravioletas, como em 1949 haviam projetado dois cientistas alemães, Wilhelm Groth e H. von Weyssenhof, e também obteve aminoácidos.

No caminho da vida
Em 1961 o bioquímico espanhol Juan Oró repetiu a experiência de Miller acrescentando ácido cianídrico à mistura básica e obteve, além do consabido, alguns peptídeos e purinas, entre as quais havia a adenina, um componente essencial dos ácidos nucleicos.
Em 1962 Oró empregou também formaldeído como uma das matérias primas e obteve nada menos que ribossoma e desoxirribossoma, da mesma forma, integrantes dos ácidos nucleicos. Por sua parte em 1963 Ponnamperuma obteve um "dinucleótido", isto é, duas cadeias juntas; e em 1963, dois anos antes, havia conseguido sintetizar tritosfato de adenosina, composto essencial para os mecanismos de intercâmbio de energia nos tecidos vivos.
Todos os experimentos possuem igual importância funcional a respeito da vida e onde ela começa, pois constituem aquilo que a torna possível: Informação Genética. Precisamente nos genes reside um dos mistérios mais peculiares do fenômeno vital: a capacidade de transmitir seus caracteres de uma geração a outra, pelo qual de um cachorro nasce um cachorro e de um homem nasce um homem.





Sem chance! A vida depende de informação genética e essas daí não existem.




Se pensar, por exemplo, que as proteínas, justamente consideradas como os "ladrilhos" do edifício vivente, têm uma estrutura a cargo de 20 aminoácidos diferentes, que se juntam para formar cadeias de centenas de milhares de átomos, segundo proporções distintas, variadamente dispostas e permitindo o mais amplo desdobramento de redobramentos. Sendo assim, o número das possíveis proteínas é infinito e os seres viventes exploram abundantemente esta imensa variedade, pois não existem duas espécies de organismos viventes, animais ou vegetais, que possuam as mesmas proteínas.
Agora então, para entender como nasce um ser vivente, antes que nada é preciso recordar como foram originadas as moléculas químicas tão complicadas. Pense que o engenho mais complexo criado por nossa cultura, os computadores eletrônicos, não são mais que alguns ridículos jogos se são comparados com o mais simples organismo vivo, pois, de fato, em uma só célula, em um minuto primo, são desenvolvidas mais reações que as que possa produzir em um mês a maior indústria química do mundo.

Mas afinal, o que é vida?
O que é em realidade um organismo vivente? Em um plano estritamente científico a vida pode ser definida como "um processo químico de autoperpetuação", que é iniciada com o nascimento e acaba com a morte. Deste ponto de vista o organismo vivente não seria mais que essa entidade "capaz de desencadear a reação química e de mantê-la". Naturalmente esta definição parece demasiadamente simplista, sobretudo, se é aplicada a organismos superiores, e em particular ao homem, e, de certa forma, com todas suas limitações, é válida.

Explicando mais, pode ser dito que os organismos viventes:
a) Possuem um mecanismo baseado na química dos ácidos nucléicos, sendo ele o que permite a reprodução de indivíduos semelhantes entre si, porém também o que oferece a possibilidade de sofrer mutações e evoluir;
b ) Estão constituídos por partes que funcionam harmonicamente;
c) São capazes de auto-construir, uma vez nascidos, sua própria estrutura funcional somática aproveitando as substâncias químicas e a energia do ambiente circunstante;
d ) Reagem aos estímulos;
e) São capazes de autoregular-se e adaptar-se, dentro de certos limites, às variações ambientais.
Mesmo que estejam formados por uma só célula ou, como nós, por bilhões de células perfeitamente articuladas em órgãos especializados, que por sua vez são coordenados e conectados uns com os outros, todos os seres viventes encaixam-se no esquema característico exposto.

O conceito de organismo vivente, adotado por nós, é de que trata-se da unidade capaz de produzir outras de igual cariótipo . 

Confrontando estes conceitos, e a polêmica a respeito do uso de células tronco e embriões, antecipamos a discussão do segundo e último post sobre onde começa a vida: Quando ocorre a morte.


Reflita e não perca nossos argumentos. Esperamos você!

Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Origem_da_vida [acessado em 31 de março de 2010 às 15:31]
http://www.observatorio.ufmg.br/pas37.htm[acessado em 30 de março de 2010 às 14:00]
http://www4.usp.br/index.php/ciencias[acessado em 30 de março de 2010 às 13:00]
http://www.esoterikha.com[acessado em 30 de março de 2010 às 14:00]
http://www.observatorio.ufmg.br/pas37.htm[acessado em 30 de março de 2010 às 14:00]
http://www4.usp.br/index.php/ciencias[acessado em 30 de março de 2010 às 13:00]
http://www.esoterikha.com[acessado em 30 de março de 2010 às 14:00]

English French German Spain Italian
Dutch Russian Japanese Arabic Chinese Simplified
Blog: Quimica da Vida. Tem como não linkar as duas coisas? O blog explica! Blog: A Célula. Saiba tudo sobre essa incrível unidade. Blog: Hereditariedade do futuro. Quer aprender genética? Blog: Tecidos. Mais caro que seda e melhor que amianto!